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A casualidade como tendência

A causalidade aposta em pratos descontraídos, cardápios diferentes e até mesmo na forma de comer. Saiba mais sobre essa tendência do Foodservice.

Já pensou em ir até um bar ou restaurante e comer sem talheres? Ou até mesmo dividir o balcão com outras pessoas e receber a refeição num prato de papel? Por mais bizarro que pareça, isso é tendência.

A explicação desse novo conceito dentro dos estabelecimentos vem de outro cenário, a crise. O chef dinamarquês, Christian Puglisi, decidiu fazer os próprios cozinheiros servirem a comida aos clientes quando abriu as portas do Relae, em Copenhague, em 2010. “Abrimos em meio a uma crise financeira e precisava cortar gastos. Eu queria fazer gastronomia acessível sem afetar a qualidade da comida”. Essa subversão de valores, que leva o cliente a fazer coisas que só o garçom fazia, ainda desagrada àqueles mais conservadores. Mas é a mais nova cara da casualidade, que além de tendência faz-se necessária, devido a necessidade de cortar gastos.

Em reportagem à Folha de São Paulo, o sociólogo Carlos Alberto Dória afirma que pode existir “qualquer mística” nessa tendência (estar mais perto do chef, por exemplo), mas a economia é determinante. “Há em São Paulo uma falência do serviço. Ele é inconveniente, excessivo e subserviente. Com os food trucks, os cozinheiros se deram conta de que podem ter um serviço mais casual e levaram o balcão ao restaurante. Isso implica redução de custo”

Basicamente a casualidade é tendência porque é uma forma de adaptação a crise e ao mau momento da economia ao redor do globo. Em São Paulo, por exemplo, esses bares e restaurantes mais informais podem ser facilmente encontrados.

O outro lado da Casualidade

Ainda que a casualidade corte alguns custos, o especialista em bebidas está em alta nos restaurantes informais. Já que os clientes estão mais exigentes com o profissional de bebida. A sommelière Carolina Oda, colunista do Paladar é categórica: “É fundamental ter alguém cuidando das bebidas atualmente. Uma harmonização ruim, um café mal tirado, um vinho servido na temperatura errada ou um copo inadequado para a cerveja. Tudo prejudica a refeição”. Concluindo o pensamento, pode-se dizer que um bom restaurante não é só aquele que serve uma boa comida, mas também bons café, vinhos e drinques.